Com vocês, Renato Miúra!

Renato Barbosa, mais conhecido como Renato Miúra.

Se você é frequentador de Rodeios  já deve tê-lo visto em algum evento, ou então acompanhou seu trabalho através das redes sociais, mas se ainda não o conhece, tem a oportunidade de conhecer uma história incrível!

Em entrevista ao Rodeio Magazine, Renato Miúra ex-competidor da modalidade de montarias em touro, conta como é a vida do outro lado dos bretes.

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R.M. Antes de trabalhar no Rodeio através das redes sociais, você foi competidor na modalidade de montarias em touros, de onde veio este sonho?

R. Bom isso eu tive desde criança, tinha uns 12 anos, quando comecei a trabalhar em um haras e conheci muitos amigos que já montavam. A partir disso, o sonho de ser alguém na vida montando em touros de rodeio pelo mundo foi ficando cada vez maior.

R.M. Como você se tornou atleta de Rodeio em touros?

R. Isso foi bem difícil, mas não foi impossível, no começo dos treinos eu já sabia que queria aquilo pro resto da vida. Mas eu não tinha dinheiro para comprar os equipamentos necessários para as montarias que são obrigatórios. Então comecei a trabalhar, para juntar o dinheiro que eu precisava. Quando consegui comecei a ir atrás de rodeio para montar, e ainda assim trabalhando. Trabalhei em com algumas companhias como a J.C, do Juninho de Oswaldo Cruz, a Galo de Ouro, do Betão Filito, até que um dia fui convidado pra trabalhar na Cia Paulo Emílio.

R.M. Quanto tempo durou sua carreira de competidor de Rodeio?

R. Mais ou menos uns seis anos, até que em agosto do ano de 2008, na cidade de Promissão, SP, eu sofri um acidente, cai do touro antes dos oito segundos de mal jeito, de pona cabeça no chão na verdade, quebrei a quinta vértebra da coluna e perdi todos os movimentos do corpo. Me socorreram muito rápido, passei por uma cirurgia onde foi colocado uma placa e alguns parafusos.

R.M. O que aconteceu após o acidente?

R. Eu fiquei 45 dias em um clínica, tive que aprender a fazer tudo de novo, eu tinha na verdade que aprender a viver de novo, aprender a viver sentado em uma cadeira de rodas. Nesse tempo só pensava, estou vivo, e posso fazer tudo, com calma e com meu limites, não posso reclamar, estou vivo, tenho que agradecer sempre a Deus, porque me deu a oportunidade de viver, então comecei a reaprender tudo, até olhar o mundo de um jeito diferente.

R.M. Você pensou em desistir do sonho de estar atuando no rodeio depois do acidente?

R. Não, eu só pensava em o que fazer pra poder estar onde eu mais gostava. O que eu mais fazia era assistir as transmissões da PBR, pela internet, e em um dia eu pensei, porque não fazer o mesmo aqui no Brasil, transmitir via internet alguns Rodeios.

R.M. Qual foi o primeiro Rodeio que você trabalhou depois do acidente e como foi este avanço pra você?

R. Foi o Rodeio de Catanduva-SP, em uma etapa da PBR, onde o Flávio me deu a primeira oportunidade de mostrar meu trabalho. Voltar ao lugar em que eu sempre amei estar foi surpreendente e é até hoje.

R.M. Quais Rodeios você costuma acompanhar?

R. Eu vou a qualquer lugar do Brasil, no ano passado por exemplo viajei com o Circuito Rancho Primavera, então trabalhei nas regiões de Lins, Ourinhos, Marília e Assis. Mas já fui até para o Rio de Janeiro, na verdade onde tem rodeio eu vou!

RM. Porque te chamam de Renato Miúra?

R. O apelido surgiu porque eu era muito quieto, prestativo e rápido para fazer as coisas, mas não tinha boca pra nada (pessoa muito quieta). O Paulo Mulato (trabalha na Companhia Paulo Emílio), começou a me acoar (brincar), e falava : “rapaz, você tem que fazer igual aqueles touros miúra, que parecem com você são baixinhos e rápidos, mas tem que ser bravo igual a eles também, não pode deixar os outros acoar (brincar) você não!” E ai pegou.

R.M. Trabalhar em Barretos é diferente de trabalhar em outros rodeios?

R. Lá em Barretos é diferente faz cinco anos que eu trabalho em Barretos e estar lá no maior e mais antigo rodeio que se conhece é uma emoção muito grande. Por mais que seja tudo muito corrido, alí é o centro de tudo, os melhores de cada categoria estão alí brilhando e eu não poderia ficar de fora.

R.M. O que você aprendeu com a vida?

R. Aprendi a viver e que a gente também não desacreditar, muitas vezes a gente só precisa ir atrás e fazer acontecer. Ficar parado olhando o tempo não trás felicidade.

Se você ainda não conhece o trabalho de Renato Miúra acesse via Twitter @RenatoMiura, ou então através do Instagram e do Facebook Renato Miúra!

 

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