A arte de julgar

O rodeio começou no Brasil em meados de 1950 com as montarias em cavalos, as montarias em touros surgiram bem depois em 1979, está é uma das culturas sertanejas mais antigas do país e que até hoje leva alto índice de público.

O Rodeio em seu modo mais simples de apresentação é composto por boiadas, tropas, peões, salva-vidas, locutores e juízes aqueles que julgam tanto a performance do animal quanto a do cowboy que o monta, definindo assim quem é o grande campeão do evento.

O Juiz avalia separadamente o desempenho do touro (cavalo) e do competidor, formando então 50% dos pontos para cada. A nota vai de 0 a 100 pontos ou no caso de dois juízes, de zero a 50, somando-se as duas notas.

julgamento

Para se definir o campeão, é somado as notas de todas as montarias durante o evento, ou seja, aquele que tiver a maior soma ao final do rodeio, será o campeão da disputa.

Nas montarias em touros e em cavalos o primeiro critério de julgamento é o tempo, os competidores devem obrigatoriamente permanecer os 8 segundos completos em cima do animal, caso contrário a nota do competidor será zero. O competidor também não poderá em momento algum durante os oitos segundos tocar no animal, este toque é considerado apelo e sua nota será zero.

Nas montarias em touros cinco quesitos são avaliados para cumprir os 50% dos pontos do animal como; pulo, coice, giro, grau de dificuldade e intensidade. Já os 50% do competidor é avaliado pelo domínio da montaria.

O estilo de cutiano é exigido menos força, porém mais técnica e equilíbrio. Na montaria é avaliado o desempenho do animal e do cowboy que o monta, sendo de 0 a 50 para o animal e 0 a 50 para o competidor.  Para que o competidor seja bem avaliado, ele precisa manter a postura em cima do arreio e o braço de estilo alinhado e ainda esporear, isto é, flexionar os joelhos e fazer o movimento de puxar desde a ponta da paleta do animal em direção a cabeça do arreio.

Atualmente os juízes mais afamados do Brasil são ex-atletas das modalidades que estão sendo julgadas. Existem cursos para a formação de novos juízes, porém como muitos dizem, o ex-competidor , tem um olhar diferente perante a montaria, ele já esteve ali uma vez e consegue perceber melhor como está sendo o desempenho do animal e do competidor na montaria.

Tião Procópio hoje atua como juiz de rodeios, mas também já foi competidor. No programa “Interação”, que foi ao ar no dia 2 de novembro, transmitido pela Brasil Rural TV, ele comentou:  “Para estar dentro do mundo do rodeio, o novo juiz tem que mostrar o profissionalismo, julgar com seriedade, honestidade e ser imparcial”.

Na verdade, cabe aos novos integrantes das arenas procurar seu espaço, ir crescendo de rodeio a rodeio e assim divulgar o seu trabalho. Existem muitos rodeios por todo o país e sempre tem espaço para aqueles que tem paixão pelo esporte.

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