Conheça a história do locutor de rodeio que desistiu da carreira para ser açougueiro e voltou par o rodeio por causa de um cliente

Após desistir de ser locutor Dudu Ramires estava executando mais um dia de trabalho em seu açougue até que, aparece um locutor que ele era fã. Ele deu adeus as facas e voltou a segurar um microfone.

dudu zevedo

Foto: Eugênio José

Antes de entrar na arena e se tornar referência na locução de rodeio, Vanilson Ramires Ferreira, o Dudu Ramires, cortou muita carne trabalhando como açougueiro em um mercado em Alto Alegre (SP), do qual era sócio junto com dois irmãos.

Fã de rodeio, o paulista narrou sua primeira competição em 1998 em um “Barretinho” (Nome dado as pequenas festas de peão). Mais tarde, foi convidado para trabalhar em outro rodeio, a maioria deles sem cachê. Não demorou muito para desanimar e deixar a profissão de locutor em segundo plano. Decepcionado, Dudu resolveu mudar de cidade.

Em Paulínia (SP), arrumou um emprego de açougueiro em um mercado local. Em uma manhã, enquanto amolava as facas no balcão, viu um de seus ídolos das arenas, o locutor de rodeio ‘Palito’, famoso pelo repertório largo de versos. Dudu não se conteve e soltou um verso. Palito retrucou. E ali, em pleno açougue, começaram o duelo.

As pessoas e o dono do mercado se aproximaram para ouvir a “conversa”. Para surpresa de Dudu, Palito era amigo de seu patrão. “‘Hoje você vai ficar sem açougueiro. Ele vai sair mais cedo, vou levá-lo para narrar o rodeio comigo'”, conta Dudu, imitando a voz do locutor. “Nesse dia, coloquei na cabeça que iria ser locutor profissional. Retornei para Alto Alegre (SP) e comecei tudo novamente”, diz.

Em 2006, o presidente do rodeio local o convidou Dudu narrar o evento. Ali, seus planos começaram a decolar. Vendeu a parte na sociedade do mercado e, hoje, aos 35 anos, faz locução para mais de 20 festas de peão por ano.

Ele trabalha na Festa do Peão de Barreto há sete anos e é presença confirmada em 2016. Criador do jargão: ACIMA DA MÉDIA, ele fala sobre a experiência de trabalhar na festa.

– É a melhor festa do Brasil por sua qualidade e tamanho e, é o rodeio que mexe com todos sentimentos: adrenalina, profissionalismo e o tradicional frio na barriga.

Em 2014, foi o ano mais difícil da vida de Dudu. Casado com Grasiele Dias Ribeiro, esperavam o nascimento de sua filha Lara Ribeiro Ramires.

Com uma doença rara diagnosticada em sua esposa, (síndrome de Help) Laura acabou nascendo com 32 semanas, ficando 33 dias internada na UTI, sua esposa sete dias, sua esposa só viu a filha cinco dias depois.

– Através de um milagre minha filha e minha esposa estão vivas – Conta Dudu. A partir de então Dudu precisou, cancelar alguns compromissos (rodeios) e acabou ficando longe das arenas por oito meses. Hoje com a família com saúde e bem ele retomou as arenas.

– Acredito que as boas amizades fazem toda a diferença, as portas se abriram para mim novamente nos rodeios que não pude ir e os horizontes de abriram, este ano estive pela primeira vez no estado da Rondônia. Cresci muito como família e passei a valorizar ainda mais, isso refletiu no trabalho, passei a encará-lo com mais vontade. – Explica

Dudu também faz participações como apresentador do programa Arena Barretão, apresentado pelo cantor Juliano Cesar. Em 2015 ele fez participou de parte da transmissão ao vivo e este ano repetirá a dose.

Na arena de Barretos ele narrará a final da LNR – Liga Nacional de Rodeio que acontece de 22 a 24 de agosto. Mais sobre o trabalho de Dudu no site www.duduramires.com.br

Por Eugênio José – MTB: 67.231/SP

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