Rodeio Nacional

Participação do público roubou a cena na Festa do Peão de Restinga

Muito se fala que o rodeio não tem mais público. Especificamente o público de montarias. Claro que sou consciente o suficiente para saber que hoje, o público só de shows é muito maior que a só de montarias. Há também quem goste de tudo e são muitos.

E já quero deixar bem claro que cada rodeio tem um formato, um público, uma situação, uma economia, não quero com este texto fazer campanha de nada, quero apenas relatar o que vivi no último final de semana.

No último final de semana, trabalhei como comentarista em uma etapa do Top Team Cup, na cidade de Restinga (SP), uma realização da Prefeitura e Câmara Municipal de Restinga, com organização da Prates e Prates, do Fabão.

O campeão do evento foi o competidor goiano Josevaldo Da Silva Santana, de Jataí (GO).

O evento foi com entrada franca. O recinto todo pavimentado, tinha de um lado a arena de rodeio e de outro o espaço para os shows. Não há competição entre um público e outro, apenas foi vibrante tudo o que aconteceu na parte do público que se prontificou a assistir as montarias.

Gosto de chegar cedo no evento e, quando a portaria abria, eu já estava lá, e via como as pessoas chegavam realmente muito cedo, logo lotavam a arquibancada para assistirem as montarias.

Quem demorava um pouco mais, precisava ficar em pé ao lado da arena e, quando o rodeio começava, estava tudo lotado.

Como nosso esporte tem ligação forte com o homem do campo, das fazendas, há também aqueles que moram nas cidades, mas tiveram seu passado enraizado no interior.

Obviamente, quando acontece de um evento proporcionar um rodeio com entrada franca, o público aparece. Não é uma regra, mas na maioria das vezes dá certo.

Há muitos rodeios com essa com esse formato, mas como dividem a mesma arena para shows e montarias fica difícil medir o que acontece, ou porque eles estão ali.

Lá em Restinga, foi interessante. Primeiro, como relatei acima, do público comparecer, lotar.

Geralmente quando troca o locutor boa parte some das arquibancadas. Lá não, eles permaneciam.

Havia vários competidores da cidade, eles vibravam muito, porém, vibravam da mesma maneira quando outro competidor vencia seu touro.

Só um competidor da cidade passou para as semifinais, Leidson Marques, ele havia marcado a melhor nota na primeira noite, apenas dezesseis anos de idade, caiu no sábado, entrou para com uma queda na semifinal e fez uma grande montaria, a euforia era contagiante.

Quando foi anunciado que o competidor havia passado para a final, a euforia tomou conta de todo o recinto que estava lotado.

Na final o competidor “prata da casa” caprichou novamente marcando a maior nota da final 87,00 pontos. Que loucura!

Nem ouse imaginar que o público parou de gritar, vibraram nas outras seis paradas da final.

A última expectativa, era se Ledison havia ficado entre os cinco primeiros e subiria ao pódio.

Bingo! Ele conseguiu.

Ir embora na hora da entrega de prêmios? Negativo, ficaram lá para ver o representante deles subir ao pódio.

E, para finalizar a participação esplêndida do público de Restinga, acabou a premiação, e eu fui conversar com o campeão do lado do pódio, quando eu olhei havia uma fila com dezenas de pessoas, querendo uma foto com o competidor da cidade, Leidson que ficou em quinto lugar. Algo que só havia visto nos EUA em Las Vegas, no Texas, estava vendo ali no interior de São Paulo, na Festa do Peão de Restinga.

Foi uma experiência surpreendente e única a atuação do público de Restinga. Quando o público de montarias aparece, eles fazem a diferença.

Classificação final

1 – Josevaldo da Silva, Jataí (GO)

2 – Adauto Ribeiro, Pereira Barreto (SP)

3 – Alex Ornelas, Cedral (SP)

4 – Ederson Nalin, Jaú (SP)

5 – Leidson Marques, Restinga (SP)

Melhor touro “Segue o Baile” Cia BH 44,50 pontos

Melhor boiada Cia Estradeiro 42,54 pontos. 

Mostrar mais

Artigos relacionados

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo
Fechar