Rodeio Internacional

Após várias contusões competidor do Pará realizou temporada vitoriosa no México

Em um sítio em Novo Progresso, no interior do Pará, o jovem Caio José Gomes Barros, tirava leite no sitio de sua tia, e via o mundo animal, de vacas, bezerros à sua frente e, via também seu primo e seu irmão se arriscar em cima dos bezerros, logo sua mente foi preenchida por esse sonho: Ser Peão de Rodeio.

Aos doze anos mudou-se para o estado do Tocantins, onde um tio vendo o sonho que brilhava nos olhos do menino, montou uma areninha para ele treinar.

“Foi a primeira vez que vi uma corda americana, pedi para montar nas vacas e nos bezerros e meu tio deixou” Explica Caio “Meu tio fez uma arena e eu comprei um boi e ali comecei a praticar o sonho de ser peão de rodeio”

Muito antes de Caio chegar perto das arenas profissionais, já sentiu o peso da profissão arriscada, veio a primeira contusão, quebrou o braço montando ainda nos treinos. Parar? Desanimar? Jamais, continuou sua dura trajetória.

“Não tinha lugar para treinar, as pessoas, não deixavam eu montar, pois, eu era menor de idade e precisava de autorização dos pais” Lembra “Com muito custo eles deixaram e um tropeiro, o Ailton Trindade, que por sinal foi o primeiro dono do touro “Vingador” me deu a primeira oportunidade e deixou eu treinar, pois nem condições de comprar os equipamentos eu tinha”

“Fui para o Mato Grosso em 2016, lá no Celso Cavalcante que me ajudou muito e, em 2017 aconteceu por lá um curso com o competidor Ademir Cândido, fui destaque do curso e Ademir me chamou para ir para o estado do Paraná. ”

“Vários competidores me acolheram, além do Ademir, Claudinei da Silva, o Evandro Constantino, depois em São Paulo o Silvanei Caravalho” comenta “Fui em cinco eventos da ACR, montei em um evento da Ekip Rozeta, entre outros abertos”

Juntos com as oportunidades, chegaram também os acidentes, em Taquarussu (MS) quebrou a costela e, em Atalaia (PR), veio o momento mais crítico da carreira de Caio

“Um touro chifrou minha barriga fique 28 dias internado” Lembra “Foi um momento muito difícil e que você sim pensa em desistir de tudo, mas eu tinha o sonho de realizar meu sonho de ser um peão reconhecido dentro do coração e segui”

“Voltei para o Mato Grosso em 2018 e montei em eventos do campeonato de lá, foi quando apareceu um caça talentos em Araçoiaba da Serra (SP), com uma vaga para montar, ganhar passagem para competir no México, acabei ficando em quinto lugar, porém, me falaram que se eu quisesse ir por minha conta eu poderia ir”

“Fiquei seis meses no México, montei nos eventos de lá, no campeonato Cuernos Chuecos, nos eventos credenciados na Federação Mexicana e também nos eventos que contavam pontos para a PRCA México” Explica “Ganhei 14 eventos no México fui finalista em outros, foi uma experiência única”

Quando venceu o evento de Saltillo, que era credenciado pela PRCA, ganhou direito de fazer uma apresentação em Kissimmee na Flórida agora em 2020. Evento renomado da PRCA – Professional Rodeo Cowboys Association nos EUA.

“Eu tinha um sonho de montar nos eventos perto da minha casa, onde meus amigos pudessem me ver montar. Eu admirava muito Renato Nunes, campeão mundial da PBR” Explica “Meu primeiro título foi na cidade de Santarém, ganhei uma moto, e outros título no Brasil, espera fazer minha história aqui, mas chegar no México e agora com portas abertas para se apresentar nos EUA, realmente cheguei além de onde podia imaginava”

Foto: Arquivo Pessoal

Por Eugênio José – MTB 67.231/SP

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