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20 anos narrando o maior rodeio da América Latina

O locutor de rodeio, Adriano Do Vale, comemora este ano 20 anos de locução na Festa do Peão Boiadeiro de Barretos.

E para comemorar a data ele gravou um DVD ao vivo com montarias da noite de sábado e da final do rodeio de Barretos do ano passado. O Barretense confessa que ainda sente emoção e frio na barriga ao entrar na arena do maior rodeio da América Latina.

Confira a entrevista.

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RM. Adriano como tudo começou?
A: Sempre gostei muito do meio rural, lembro que nas minhas férias eu ia para o sítio do meu avô com meu primo Sandro e lá passávamos as férias inteiras andando a cavalo, apartando o gado.  Desde pequeno eu ia à festa do peão, ainda no antigo recinto, ouvia grandes nomes da locução como Barra Mansa e Donizete Alves, voltava para casa, entrava no banheiro e ficava imitando eles e foi assim que tudo começou.

RM. Como foi a sua primeira narração na Festa de Barretos?
A: A primeira vez que narrei profissionalmente em Barretos foi no ano de 1993, foi muito especial, narrei a final do internacional  inteira sozinho, ali foi o começo da realização de um sonho.

RM. O que significa narrar em  Barretos para você?
A: Eu costumo dizer que o rodeio de Barretos é muito diferente de todos os outros lugares, em Barretos o rodeio se encontra, todo bom profissional do esporte quer estar ali. Sem sombra de duvidas é o maior rodeio do Planeta.

RM. Nestes 20 anos tem algum fato importante que você pode  nos contar?
A: Sim.  Aconteceram muitos fatos importantes, mas um que marcou minha carreira foi a descida de tirolesa em 2003 em Barretos, foi emocionante, o povo foi ao delírio.

RM. Já sofreu algum acidente na arena?
A: Sim, em 1998 sofri um acidente na arena de Maringá, Paraná, o filho de uma vaca de um boi (risos), passou por cima de mim. Lembro até o nome dele Sete Ouros. Neste acidente eu rompi os ligamentos do pé esquerdo, mas tudo isso acontece com quem está na arena, isso não vai acontecer com um gerente de um banco ( risos),  fiquei um mês de molho.

RM. Narrar em Barretos é diferente?
A: É sempre diferente, estou nessa há 20 anos e todos os anos quando vou entrar para narrar sinto aquele friozinho na barriga. Fazendo uma analogia ao futebol, todo jogador tem o sonho de participar da seleção, a do locutor de rodeio é narrar Barretos.

RM. Uma montaria inesquecível?
A: Foi em 2003 quando narrei o Desafio do Neyliowan Tomazelli no touro Bandido, do Paulo Emílio. Lembro que o Neyliowan não colocou nem capacete e nem colete para se proteger, ele foi prá cima do boi para parar, mas infelizmente caiu.

RM. Um recado para seus fãs.
A: Nunca desista dos seus sonhos, corra atrás do que você deseja ser, nunca desanime. Seja sempre honesto e tenha consciência tranquila.  Nunca deseje o mal ao seu próximo, por que existe um cara lá em cima chamado Jesus, olhando por você.

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