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Estudante de agronomia divide o tempo entre faculdade e rodeio

O competidor João Pedro Rocha, representa a cidade de Assis, estado de São Paulo. Aos 22 anos de idade, filho de competidor de montarias em touros, aposentado, seu caminho até a arena foi quase que natural.

jpr
Foto: Ricardo Mariotto

Iniciou como muitos montando em bezerros e chegou ao rodeio aos 18 anos de idade. Hoje é um dos competidores ranqueado do Circuito Rancho Primavera.

Seu primeiro rodeio profissional foi em Presidente Bernardes (SP), no primeiro ano montou em apenas três rodeio, mas foi finalista em dois, incluindo no primeiro.

Estudante de Agronomia, João concilia Faculdade e rodeio.

– A maioria dos rodeios é perto de casa, as vezes quando é longe perco aula, mas tento fazer o máximo para encaixar as duas coisas – Explica João que confessa ter entrado na faculdade por vontade dos pais.

Em 2013, conquistou seu primeiro título profissional em Jaboticabal (SP), depois veio Terra Roxa no Paraná e Fartura (SP) este ano, na quarta etapa do Circuito Rancho Primavera, desde então, João começou acompanha o circuito.

Não foi em todas as etapas, porque em Maracaí (SP), rasgou o musculo da virilha, contusão comum entre competidores. Mas, já está de volta.

Hoje ele ocupa a 23ª posição no ranking do Circuito Rancho Primavera. Fiz a entrevista com João em Assis, o recebi na tarde de sábado dia 10 de outubro, durante a FICAR –  Feira e falamos entre tantos assuntos, sobre a pressão de competir em casa.

– Eu quero ser um peão bem-sucedido no rodeio, mas hoje eu entendo que os estudos são necessários para uma garantia caso eu não consiga sucesso no rodeio – Explica

A FICAR ficou doze anos em acontecer e junto com ela o rodeio, João era muito garoto ne época.

– Para te falar a verdade nem lembro do rodeio, lembro que ia com meu pai Darci Rocha” Fala ele sobre a FICAR.

Em sua primeira vez montando em casa (ano passado 2014) João não caiu de nenhum touro, foi finalista e ficou em terceiro lugar.

Seu pai acompanhou ele naquela ocasião, não pode estar todos os dias, mas ligava a todo momento.

“Meu pai é meu é meu maior incentivador, ele conversa comigo, eu mostro vídeos dos touros, e ele me ajuda muito” Fala sobre seu pai que quando montou, ganhou oito títulos de campeão.

Sobre competir em casa ele não disse que não se intimida. “Eu tento me comportar como se estivesse em outro rodeio, mas existe sim a aquela responsabilidade social, já que muitos amigos vão lá me ver, parentes, etc.”

Sobre seu futuro ele fala que precisa melhorar. “Hoje eu monto, estudo, mas não consigo ainda sobreviver só do dinheiro da montaria. Este é meu sonho, e poder ser um competidor mais qualificado e renomado e poder chegar onde todo cowboy quer chegar que é aos EUA” Explica ele que se prepara semanalmente montando em seus próprios touros e em amigos na cidade de Presidente Prudente (SP).

Por: Eugênio José

Jornalista / MTB: 67.231/SP

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